terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Experimente: deixe-se guiar por uma criança

Hoje, feriado de Natal, abri -nos favoritos- o site Tarô de Osho e cliquei numa carta. O conselho era: perca a cabeça... Calma... Osho fala por metáforas, como os sábios costumam fazer, Jesus inclusive. Não se trata de 'perder a cabeça' como dizemos por aqui, para significar que perdemos o autocontrole. Perder a cabeça, para Osho, é deixar pra lá a roda dos pensamentos, das avaliações, dos julgamentos, das expectativas, onde se misturam queixas, desejos, (in)gratidões, preocupações e um monte de 'ões'... 'Perder a cabeça' é entrar num estado de inocência, como quem de repente silencia e suspende todas as lembranças, boas, más, médias, nem isso nem aquilo. Pois foi o que tentei fazer ao sair de casa depois, para encontrar parentes. No condomínio há uma piscina e logo eu estava lá com meu sobrinho de uns 5 anos. Ele foi me dizendo: vamos nadar! E eu que nado no máximo 3 metros e mal... Isso mesmo: não são 3 metros e meio, não. Mas até que estava me saindo bem, mesmo resfolegando e com o cabelo cobrindo os olhos. Não tinha jeito: eu estava perdendo a cabeça... "Tia, agora vamos brincar de-se-esconder. Um conta até 10, de olhos fechados, e o outro vai procurar... Pode se esconder onde quiser, até dentro d´água..." Ele contou primeiro e eu me escondi dentro d´água por 15 segundos, tempo que agüentei da primeira vez. E lá veio ele me agarrando o pé. "Achei!"... "Tia, agora vamos brincar de peixe pequeno e tubarão. Quer ser o tubarão?" -"Não, de jeito nenhum!... Sou um peixinho pequeninho assim..., mesmo sendo maior do que você"... E logo o pequeno/imenso tubarão deu conta da minha impotência... -"Agora você vai mergulhar de olho aberto pra achar um caquinho de cerâmica que eu vou jogar na água"... Bem que mergulhei..., emergia, submergia, engolia água, olhos ardendo, e nada de avistar o tal caquinho. Ele, numa única vez, achou o tesouro e não me censurou pelo meu fracasso. Claro, ele estava 'sem cabeça', inocente, sem julgamento, sem avaliações sobre mim e ele. É isso... E acabei achando -não um caquinho - mas uma paz inteira.

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