quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Flagrante de rua -2


Não maltratar os bichos já é uma forma de amá-los, mas poucas vezes vi cena tão tocante. Mais do que tocante: bem tocada. Em absoluto silêncio. Como quem toca o instrumento Coração -de onde vem a palavra cordial (cor, cordis). Por acaso fui saindo e ele, o carroceiro, estava lá, junto à calçada, ajeitando a flor vermelha na cabeça da égua que puxava a carroça do seu ganha-pão. A cena valeu por todo um tratado de amor pelos bichos. Ou só de amor... Assim mesmo: sem palavras.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Flagrante de rua -1


AN
DA
R I
L H O... AN DA RI LH O

O CAMINHO SOBRE
SI MESMO?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Rosto


Era um rosto
Meio rosto
Ao sol-posto
Mas o rosto
Era
Nascente

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

COREOGRAFIA DAS RAÍZES



Verdade: nem sempre as raízes são
Profundas...

Elas também gostam
De dançar
Na superfície

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Chão lilás




Uma das visões mais bonitas da cidade de Natal é o seu chão periodicamente lilás. É quando os jambeiros começam a soltar aqueles fios de tom fortemente rosado. Lamento que varram esse delicado presente da natureza... Ao lixo os pedaços de papel, saquinho de pipoca, embalagens de biscoito, latas de cerveja, vasilhames plásticos, envelopes de contas, sandálias e bonés abandonados e tudo que a ignorância da sociedade de consumo joga nas ruas, como se as ruas fossem depósito de lixo. Mas os cabelinhos dos jambeiros, NÃO!... Desconheço o mal que fazem. Eles são o tule das calçadas, o batom das ruas... Talvez a alma da cidade que se materializa e vem generosamente ao chão...
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