domingo, 26 de abril de 2009




Os domingos doem
Nivaldete Ferreira

Árvores desdobradas,
Sóis quebrados entre seus galhos,
Reentrâncias de sombras
Mal nomeadas,
Um silêncio monarca,
Rouco de gritos desistidos,
Lento ir-e-vir,
O não ficar
Do amor insinuado.
De solidão as casas empalidecem,
Maquiam-se de ocre,
Como de rubro os bêbados.
Os domingos doem.
Mesmo suas taças são castiçais
Para o velório do ócio.

Os domingos doem.
* * *

Elegia urbana
Mário Quintana

Rádios. Tevês.
Goooooooooooooooooolo!!!
(O domingo é um cachorro escondido debaixo da cama)

3 comentários:

  1. Do que me lembro,desde criança sempre senti os domingos com uma cor e um cheiro diferente, próprio-dos-domingos. "Os domingos doem", agora a poeta me ensina.
    Belo poema!
    Um abraço.

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  2. ...uma cor e um cheiro diferentes..., quis escrever.

    ResponderExcluir
  3. Os domingos me parecem sempre um pouco estranhos (atualmente, nem tanto).
    Esse poema foi escrito há uns dez anos. Foi pulicado num jornal, perdi, alguém guardou e me mandou, então pus aí, junto com o de Quintana.
    Um abraço!

    ResponderExcluir

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