segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Janela sobre a palavra III"

"No Haiti, não se pode contar histórias de dia. Quem conta de dia merece desgraça: a montanha jogará uma pedra em sua cabeça, sua mãe só conseguirá andar de quatro.
Os contos são contados de noite, porque na noite vive o sagrado, e quem sabe contar conta sabendo que o nome é a coisa que o nome chama."
(...)
Em guarani, ñé ~ e significa "alma".
Crêem os índios guaranis que os que mentem a palavra, ou a dilapidam, são traidores da alma."

Está no belo livro As Palvras Andantes, do uruguaio Eduardo Galeano.

Então, em vez de dilapidar a palavra, que a lapidemos: limpando o excesso, pondo o que falta, retornando a ela até que brilhe na noite das con-versações...

("...o nome é a coisa que o nome chama"... Desconfio de que alguma ciência emergente (se não for coincidência) está bebendo dessa sabedoria ancestral... A Programação Neurolinguística, por exemplo. Ou mesmo da Bíblia: "Pedi e recebereis; batei e abrir-se-vos-á". )

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