quarta-feira, 17 de junho de 2009

Doido. Doido?

Ele dirigia o seu carro com muito gosto, próximo a uma barraca onde se vendia água de coco, nas imediações do conjunto residencial Mirassol. Fazia curvas repentinas num espaço de três metros. Freava repetidas vezes, estacionava, dava partidas bruscas... E como o carro fazia barulho!
Muitas vezes o vi transpirando, após uma dessas viagens redondas e impetuosas.
Por onde será que anda?...
Chamavam-no de doido, pois o carro era imaginário.

Doido. Doido?...
Pelo menos nunca atropelou ninguém...

8 comentários:

  1. Pois! :)
    Há uma piada do Quino com um homem que também faz isto e é multado por excesso de imaginação... :)
    Bem hajas!

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  2. Ótimo!... Multa por excesso de imaginação...

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  3. Pense se multassem por falta...

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  4. Na verdade, as multas no trânsito real se dão por falta disso também, de imaginação... Os motoristas não imaginam o que estão fazendo, não consideram a rua como espaço de convivência. E não são tidos como doidos...
    O que achei 'ótimo' no primeiro comentário foi a inventividade. No mais, é ótimo também desfrutar dessa interlocução... É estimulante.

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  5. Olá professora. Passei esperançosa por ver o seus textos. Parece que agora consigo ver a sua página, finalmente.
    ...tantas loucuras maiores que esta, né! A sociedade que não pensa, repete, e quer rotular a loucura é que é a mais louca de todas.

    Muito legal. Bjs

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  6. Valeu, Mariana!... Passe por aqui,sempre que puder. Assim sei que que alguém está prestando atenção nessas mínimas coisas que ponho por aqui... Beijos.

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  7. Francisnaldo Borges24 de julho de 2009 23:27

    Em trânsito sou motorista imaginário, mas daqueles que fareja o incorrigível: ultrapassagem, estacionamento incorretos, sinais e outras infrações. Mas vivo adiando, medo de conduzir a direção real, no imprevisto das estradas e a fácil irritação a buzinas, essas vozes que insistem em chamar. Tô doido, vai ter multa?

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  8. Vai não, Francis! Você é o doido necessário, poético. A vida é que é multada quando estes faltam... Beijo.

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