quarta-feira, 8 de julho de 2009

Foto histórica: Zila Mamede em Nova Palmeira . Começo dos anos 1960(?)


Zila Mamede em sua terra natal (ao centro, em pose de violonista. Foto do arquivo de Tetê Bezerra).
Lembremos as dedicatórias de O Arado, publicado em 1959:
"A meu avô Caçote

A Nova Palmeira,
terra mãe, fonte raiz,
chão do meu chão"
.................

O ALTO* (O AVÔ)

Dum anteavô tivera na colina
os alicerces, que de avô ganhara
açude, pastos, farinhadas, chão.

Guardara na cacimba os aguaceiros
e de seu sono sacudira ovelhas,
meninos, maravilhas, plantação.

Multiplicara à mesa concha e mel:
moinhos que teceram do amarelo
de tanta espiga, madrugada e pão.

Em campo arado repartira mudas
que mãos infantes modelaram sob
plantio manso e vesperal de grão.

De terra e de meninos comporia
(na velha bolandeira da tapera)
essa marca de suor numa canção.

(In O Arado, 1978)
-----
A casa onde o velho Caçote morava ficava num alto (daí a toponímia), a cerca de 1,5 km da então vila de Nova Palmeira. Morou lá, depois, Francisco Bezerra de Medeiros, tio de Zila pelo lado materno.

4 comentários:

  1. Nivaldete.

    Bons dias!

    Receio que vosmecê tenha se enganado na data da fotografia de Zila, dando-a como do ano de 1958.
    a) Zila, nascida em 1928, em 1958 estava com TRINTA ANOS, idade que não corresponde, de "jeito e qualidade" à juventude da fotografada;
    b) Em 1958, eu estava no Éxército (com 17 anos e meio) e já havia deixado o Atheneu, onde,pelo menos uns cinco anos, tinha conhecido Zila - que cuidava da Biblioteca. Hoje, estou com setenta anos e Zila, se viva fosse, estaria com oitenta e um.
    Daí e meu alerta.
    Queira-me bem,
    Laélio

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  2. Nivaldete, Poeta!

    Se o Francisco Bezerra de Medeiros, tio materno de Zila, era do clã seridoense do Rio Grande, certamente era parente da minha avô paterna (madrasta de Othoniel). Vovó, solteira,
    chamava-se Celsa Bezerra de Araujo Fernandes; casada (com meu avô,João Felismino Ribeiro Dantas de Melo), tornou-se Celsa Bezerra Fernandes de Melo.Era prima legítima de Zé Augusto e da mulher de Juvenal Lamartine, filha de juiz e daqueles coronéis todos do Acarí e redondezas. Criou os enteados todos com muito carinho. Será que sou parente afim de
    Zila? Seria bom demais!
    Abraço,
    Laélio

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  3. Pela madrugada, Nivaldete!

    Leia, acima: ..."prima legítima de Zé Augusto e da mulher de Juvenal Lamartine, filha de Juiz e SOBRINHA daqueles coronéis todos do Acari..."

    Será o benedito?

    Laélio

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  4. Primeiro, obrigada, Laélio, pela visita ao blog.
    Sobre a foto, convenhamos: não é nítida e foi escaneada. Conversei com Tetê Bezerra, que aparece no grupo (a segunda menina de branco, sentada, à frente). Ela nasceu em 1958. Logo, não poderia estar aí... Então a foto é do começo dos anos 1960! Há uma pessoa em Nova Palmeira que sabe a data exata (vou me certificar com ela).Mais: o velho Caçote (avô de Zila e meu bisavô materno) chamava-se Francisco Bezerra de Medeiros (nome dado ao filho que,por razão óbvia, cresceu como 'Chico Pequeno',a quem coube, posteriormente, ocupar a casa d´O Alto Branco (era este o nome completo do sítio). Sobre o parentesco, acho que há um tronco só... Meu avô paterno, por ex., era Dantas, de Carnaúba dos Dantas. O paterno, Araújo, de Acari, casado com Alzira Bezerra de Medeiros, irmã de Elídia -mãe de Zila... Mas não havia juízes nem coronéis, até onde sei. Eram pequenos negociantes, agricultores... Enfim, se somos poeira de estrelas, nada a estranhar que estejamos ligados por parentescos, embora longínquos. No mais, não se preocupe com a falha ("... e sobrinha...). Acontece. E tudo acaba no Bem-Dito... Seja sempre bem-vindo!

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