quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Amorosidades do café


Nivaldete Ferreira


Para mim, o café é mais que um bebida.
É uma bebivida. Uma amorosidade.
Se o tomo só, ele me faz companhia. Uma companhia de bom aroma e bem morna, claro. É assim que o prefiro: não muito quente, que o excesso de quentura estraga a magia.

Se o tomo acompanhada, ele brilha mais, até à última gota. E a conversa é de ave em repouso. Su-ave, sem bicadas no estar-com.

Estranhamente bom é quando a inesperada estrela da amizade desce ao café, assim mesmo, de forma imprevista, misturando-se à terra de onde veio o grão.

Algo se acrescenta à existência, enquanto algo diminui: café perde uma sílaba. Vira fé.
Fé no Encontro, na amizade que, às vezes, parece ter sempre existido, só faltava aquele "ei, chegamos"...

E acontece uma espécie de felicidade boba, a melhor, a verdadeira. Nunca acreditei em felicidades glamurosas. Mas nessa do café...

Ops... é hora de dormir, mas... aceita um café?...

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Direitos Reservados-2009

6 comentários:

  1. Que beleza de texto, Nivaldete! Deu vontade de tomar um belo café!
    Abração.

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  2. É, o texto é lindo!

    Eu que não tomo café até quase fiquei com pena...!

    Bom café! :)

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  3. OI, Almariada... Esse texto foi inspirado numa experiência muito bonita de amizade-recém-achada-e-já-antiga, ontem mesmo... Tomo um café por nós! Beijos!

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  4. Ótimo texto! A Abic bem poderia aproveitá-lo , pagando à autora generosa soma... :) Parabéns!
    Eduardo L Resende

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  5. É um texto doce. E como aqui está um verão gélido (à noite), tô avistando a cafeteira.

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