quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mínimo roteiro absoluto

Ao me ver com a câmera, aproxima-se e diz
eu moro alto, me fotografe subindo pra minha casa.

Um senhor, atento à abordagem, diz cuidado...

O moço vai subindo e olhando se cumpro a promessa.
Lá em cima, acena, desce rápido, vem, mostro as imagens, toca o meu ombro, diz
obrigado, viu?, virei artista.

Fico pensando nesse dom de se gratificar com tão pouco.

Volto sem fotograr mais nada.
Qualquer mínima coisa pode ser absoluta.
Basta.







11 comentários:

  1. A escada é um caminho que invade paredes. E esse homem-ar(r)anha-céu da construção.Belas imagens

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  2. Você sempre inventivo..., enriquecendo nossas coisescritas...

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  3. Fantástico professora. Essas performances espontâneas...A beleza de uma simples alegria. bjs

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  4. Oi, Mariana! Obrigada pela visita. É... A vida está aí, cheia de "performances espontâneas"... Sou uma caçadora delas. Beijos.

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  5. Acho que preciso voltar lá, Almariada, com as imagens impressas... talvez encontre o artista. Imagino como ficará feliz... Esses mínimos são máximos para mim...

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  6. Que delícia!
    o texto já é um primor! quando chegamos às fotos, sinto que o céu é o limite!

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  7. Acho que você subiu junto!...Rss... Beijos.

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  8. Postagem com requintes de sensibilidade. As fotos não mentem.

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  9. Nivaldete: depois disso, hoje não quero ler (nem ver) mais nada... AMEI! Bjos

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  10. Oi! Seja bem-vinda... Fico feliz pelo efeito dessa historinha que foi mágica para mim... Beijo. Até daqui a pouco. Vou dar uma viajadinha rápida... à terra de Gardel. Volto logo.

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