quinta-feira, 4 de março de 2010

Mindlin e Guimarães Rosa


Mindlin também gostava, e era muito, de Rosa. De João. De Guimarães.
Imagino-o no Grande Sertão (do ceu): veredas, conversando com o mineiro dos Gerais lugares e falares.

João Guimarães Rosa fala disso mesmo: do sertão.

"(...) O senhor tolere, isto é o sertão."

"(...) Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães... O sertão está em toda parte."

"(...) Remei vida solta. Sertão: estes seus vazios."

"(...) O sertão é do tamanho do mundo."

"(...) Sei o grande sertão? Sertão: quem sabe dele é urubu, gavião, gaivota, esses pássaros: eles estão sempre no alto, apalpando ares com pendurado pé, com o olhar remedindo a alegria e as misérias todas..."

"(...) O senhor vê aonde é o sertão? Beira dele, meio dele?... Tudo sai é mesmo de escuros buracos, tirante o que vem do Céu. Eu sei."

"Vou lhe falar. Lhe falo do sertão. Do que não sei. Um grande sertão! Não sei. Ninguém ainda não sabe. Só umas raríssimas pessoas - e só essas poucas veredas, veredazinhas. O que muito lhe agradeço é a sua fineza de atenção."

...........

Assim foi, não foi?...
Não sei. Coisa da imaginância.
____
ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. 13ª ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979.(p. 9, 9, 27, 59, 435, 451 e 79, respectivamente)

2 comentários:

  1. Ele também deve estar falando de Diadorim, sim, assim, cheio de frasins e queijins.
    Rosas pra você!

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  2. Rrrssss.... Claro! Ou melhor: claro-escuro, sol dissimulado por nuvens,como convém. O claro dito é pretensão da ciência.
    Ramalhete pra ti!

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