quarta-feira, 7 de abril de 2010

...vestiu uma neve...



tirou a roupa noite, vestiu uma violeta, tirou, vestiu uma laranja, tirou, vestiu uma neve, tirou, vestiu uma rosa, tirou...
nenhuma combinava com a cor de seu estado de espírito.
andou pelo quarto e pelo sexto sentido em vão.

7 da manhã, sol bonito.
abriu a janela e vestiu-se de luz,
a única roupa que servia.

era sábado.
se fosse sexta, por certo não teria ido trabalhar.

7 comentários:

  1. Que lhe caibam sempre as vestes do querer, do estar, do ser... ;)

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  2. Obrigada pela visita, Francisco... E pelos acréscimos ao texto. Um abraço.

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  3. Será que a de chuva não serviria?
    Pensei assim: vestiu-se de chuva e foi buscar o pote de ouro no final do arco-íris...
    Adorei essa menina trabalhadeira.
    Bjos

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  4. Sim..., a chuva... Seria uma boa roupa... Mas o pote de ouro... Será que ele não desceu na chuvarada?... Talvez esteja rolando por aí... Ou ando meio desencantada?...
    abç

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  5. O que vestir quando nada nos veste? Despir-se também da pele? Abç

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  6. Belo complemento, Borges, ainda que expressionista dmais... Obrigada. Um abraço.

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