sábado, 22 de maio de 2010

a morada do sutil

a morada do sutil talvez seja
esse cair da pétala
o espaço
entre a areia e a sombra
de uma asa que desliza
talvez seja
o respirar da folha
o que profundamente existe
sem visibilidade
e nome

9 comentários:

  1. belo a tua morada do sutil

    tens no estilo o recato de um açude
    e um convite à flor d'água- navegar

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  2. Nivaldete, seu poema é de uma sutileza que me deixou zen.
    Logo, construí imagens para poder assimilá-lo mais e melhor.
    Excelente.
    Amiga, aquele abraço e excelente semana.

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  3. PAULO JORGE, querido amigo, experimento aquele contentamento bom, calmo, lendo suas palavras, principalmente porque você foi ao zen. Garanto: a alma (mente ou espírito) entra em profundo contato consigo mesma quando alcançamos a graça de sentir/perceber 'o sutil'. Muito diferente das monumentalidades e barulhos do cotidiano...
    Um grande abraço e que sua semana seja também boa, salpicada do sutil!

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  4. ANÔNIMO,

    Continuaste o poema em anomia

    E é tão bela a imagem do açude...
    O sutil deve ser assim: longe do rude.

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  5. a morada do sutil talvez seja esse tremular de teclas que sucumbem aos seus dedos e por fim acolhem nossas pálpebras.

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  6. Mme. S., que poesia!... Às vezes quero desistir do Lápis, mas vêm esses sopros reanimadores. Então prossigo... É a nossa rede sutil de energias... Um beijo.

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  7. Nivaldete:
    Sutis são estes momentos de leitura terna, de palavras tão plenas de embevecimentos.
    Bjo carinhoso

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  8. Obrigada por tão belo retorno, Maria Teresa! Beijo pra você também.

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  9. Onde mora o sutil? Não é na tenda planejada,pode ser mesmo "no respirar da folha"; sutileza de se buscar amor. Amei o poema. Bjs

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