quarta-feira, 19 de maio de 2010

a pequena visita verde

madrugada, 3 horas, o sono acabou. Olho o céu pela janela, há estrelas, tomo água, escuto o silêncio da casa e do mundo ao redor, de novo me deito, fecho os olhos, nada de sono, caminho descalça pela casa, retorno ao quarto, espero, espero..., uma hora se passa, ouço uma batidinha seca vindo dos lados da porta, não dou atenção, deve ser um dos gatos, e essa insônia tão calma e decidida..., a batidinha recomeça, olho outra vez pela janela, o mundo está escuro e me lembro de alguma coisa que li: "a hora mais escura da noite é a que antecede a luz"... Só quero adormecer, mas não é possível me afligir assistindo ao nascer do dia... O mundo agora está azulado... Por fim, outra vez me levanto e vejo: um pequeno ser todo verde, bem verdinho, entrou no quarto -e pela porta- como se quisesse me fazer companhia ou dizer alguma coisa no idioma esperancês. 
A batidinha era dele, desse bichinho que aqui chamamos de Esperança.
E há muito tempo eu não perdia o sono assim, como se fosse hora de trabalhar.
Por certo acordei para recebê-la.
Coincidência? 
Bobagem?...
Há muito tempo também não me acontecia uma bobagem tão agradável, como foi essa pequena visita verde.



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Imagem: http://www.treknature.com/gallery/South_America/Brazil/photo109977.htm (cortada e trabalhada no PhotoScape)

7 comentários:

  1. Texto agradável. São os toques da Natureza - e de Deus...

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  2. A visita da Esperança é um acontecimento especial nesses tempos de ceticismo.
    Especial também é seu Lápis Virtual,
    leitura obrigatória na grande rede.
    Nivaldete, ótimos dias e aquele abraço.

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  3. Nivaldete:
    Será que é o que chamamos por aqui de louva a deus? Vai ver ele ficou batendo na janela pra dizer que a aurora sempre traz uma esperança. Frágil e insegura, mas esperança plena de luz.
    Bjos

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  4. BAR DO BARDO (Henrique): também percebo assim. Ainda estou "diferente", depois dessa visita... Um abraço!Obrigada pela sua visita também!

    PAULO JORGE, foi realmente algo muito especial a surpresa de ver a Esperança chegando, entrando, feito uma pessoinha amável, batendo palmas, pedindo licença... Veio em boa hora.
    Fico comovida pelo seu apreço ao Lápis. Obrigada! Desejo-lhe também todos os contentamentos. Um abraço forte.

    MARIA TERESA, fiquei curiosa pelo Louva-a-Deus: fui ver na net e, realmente, é o que chamamos aqui de Esperança. A que me visitou era um pouco diferente: tinha asas iguais a folhas. Deve fazer parte do mimetismo...
    Bonita a sua interpretação... Confesso que estava precisando muito de um "toque da Natureza -e de Deus", como disse Henrique (Bar do Bardo). E de me lembrar da aurora, que "sempre traz uma esperança", como profetizou você, lindamente. Obrigada! Beijos.

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  5. oh, que lindo, que lindo, que bom! :)

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  6. A pequena Esperança é tão poderoa em sua fragilidade que toca igualmente a quem apenas soube de sua benfazeja visita, Almariada. Há delas por aí?... Estranho é que eu jamais havia visto uma em Natal, e estou aqui desde 1972...
    Grande abraço! Um beijo.

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  7. Esperança é assim: apenas pode ser verde, de qualquer espécie, até a que nunca chega, sem cor. Mas entendi o chamado, o toque relapso dessa folha invertebrada, querendo entrar, sair. Bjs

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