terça-feira, 1 de junho de 2010

silêncio

         1

o som do silêncio
-de si cansado
vai crescendo em sussurro
como o do ventre cortado
da laranja

até que se gera o grito
e se alonga
ao infinito
onde tudo se torna
silêncio de novo

         2

a vida começa e termina
em silêncio

por isso falamos
(far)falhamos
no intervalo

5 comentários:

  1. como diz arnaldo antunes: psia

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  2. Nivaldete:
    Concisamente, você trouxe aqui a vida cheia de falhas e de ruídos. Ainda bem que valorizou o antes e o depois. Lindo poema!
    Beijo

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  3. Bela leitura, Maria Teresa! É isso: o poema se completa no outro/leitor. É a boa fala...
    Muito obrigada e um grande abraço!

    ResponderExcluir

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