sexta-feira, 9 de julho de 2010

gole de chuva












um gole de chuva
e verga
o tempo interior
sempre inconcluído

umas frases cegas
tateiam-me as mãos
saltam como
rãs incendiadas
desmentindo o inverno

*
o tempo branco
-parece
casou-se com a noite passada
ela se foi e ele agora as-
sina um poema líquido

esse
da chuva fina

que leveza e gradações
ensina?

5 comentários:

  1. Amiga, estamos nos tornando blogueira de primeira linha, isso é bom, não é?
    Tenho muita coisa para aprender com você!!! Tudo que faço é de forma autodidática, vou fuçando, fuçando até aprender, mas muitas coisas fica a desejar.
    Qualquer dia desses vou te ver lá no Deart.
    Elizete Arantes

    ResponderExcluir
  2. É isso, Elizete! Também estou sempre aprendendo... Há muitos recursos aqui que não sei (ainda) usar. Apareça, sim, lá no Deart.
    Um abraço!

    ResponderExcluir
  3. No sertão interior de cada um, é onde a seca se instala. Então se escreve "um poema líquido". Bjs

    ResponderExcluir
  4. ... Borges...
    você sabe o sertão
    a seca de fora
    e a de dentro

    ResponderExcluir
  5. "Um gole de chuva", rãs afogueadas... Da vontade de beber toda a chuva temporária. Gostei dessa menina ritualizada.

    ResponderExcluir

Escreva aqui na parede seu comentário. Venho ler depois.Obrigada.

Divulgue seu blog!
Informe o código: 956
Faça pontos, ganhe brindes