domingo, 5 de setembro de 2010

casa de água

por enquanto sonho
uma casa de água
não congelada
saborosamente fria,
venha de montanhas
ou potes de barro

portas de brisa
nuvens no telhado
redes de ramagens

sem condomínio
sem relógio de medir luz
que a luz será toda
desmesuradamente
pela graça
da usina cósmica

e a noite
sem assombro
será apenas 
ombro de dormir

as visitas virão
de pé no chão
ao chão de água
e seremos todos
transparentes

sem pressa
sem vantagens
sem vinagres
sem bagagem

puros amigos de água

10 comentários:

  1. Amigos da natureza e, não da sociedade de consumo. Gostei

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  2. Obrigada pela atenciosa visita à (nossa) casa de água. Um abraço.

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  3. "noites sem assombro": uma coisa que eu gostei muito.

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  4. "Todos de pé no chão e transparentes encontrando-se nas noites sem assombro, ombros de dormir." Nossa, Nivaldete, senti o mundo purificado, leve, com harmonia derretendo pelas brisas e pelos telhados. Nessa casa há de poder caber o mundo inteiro...
    Beijos

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  5. Maria Teresa, cada um/a que entra acrescenta um pedaço; assim a casa só aumenta e cabem todos. Beijos. Obrigada!

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  6. Água é a (re)criação. Uma casa em outra dimensão, com piso de água à luz da "Usina cósmica".

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  7. Uma casa de água para purificar a alma.
    Belas imagens poéticas, Nivaldete.
    Abração e saudações poéticas.

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  8. Querido amigo Paulo, a casa é sua...
    Abraços.

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