segunda-feira, 4 de outubro de 2010

solidão vermelha

em dias calados
horas de vaguidão 
olhava o ar 
que de tão quente tremia 
e dele voavam
pequenas almas que falavam
cactês

e nada era tão vasto
quanto a solidão vermelha
da terra des-

matada


14 comentários:

  1. Quantos sentimentos em tão poucas palavras, estou prazerosamente enebriado.Estes versos, Seriam um revolta, solidão, violencia ou compaixão? Talvez tudo isso ao mesmo tempo.

    Bravo!

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  2. Willyan Luemi, e eu fico muito agradada com o seu bom e tocante comentário. Obrigada! Volte sempre.

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  3. Williyan, fui ao seu blog e chamou-me a atenção já a imagem que o apresenta. Magnífica! Os textos estão muito bons, apenas a letra muito pequena; não sei se é intencional... E não pude deixar um comentário lá... Um abraço feliz!

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  4. Almas falando "cactês" em terra "(des)matada": é um chão nu vingando poesia. Belíssimo!

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  5. Obrigada, Graça, pela graça da visita!
    Beijos.

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  6. essa imagem do ar tremendo me deu um troço tão fabuloso e divino, moça, que to aqui toda me tremendo, nessa vastidão do teu sertão.

    um beijo, S.

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  7. ...sua sensibilidade, S., é que é fabulosa e divina... Beijos.

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  8. Cactês é o máximo, assim como o poema de um modo geral.
    Parabéns, amiga.

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  9. Borges, conheces essa paisagem... Um abraço sem cacto.

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  10. Paulo Jorge, acho que "cactês" foi a minha primeira lingua(gem)...
    Um abraço!

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  11. Conheço bem o pasto dessas almas em holocausto. Bjs

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  12. O cactês invadiu a solidão da terra vermelha e destruiu-a. É o poema fazendo milagres no sertão, Nivaldete!
    Beijos

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  13. Borges, sei, conheces. E muito bem... Abraços.


    Maria Teresa, você abrigou-se no milagre... Que bom! Beijos.

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