-...você percebe que os objetos da noite são mais bonitos nessa claridade azulada? Eles ficam recém-pintados. Parece que nem existiam antes. Mas vamos andando, vamos nos sentar na areia seca e esperar. Quando o brilho da lua bater nas águas, entraremos nelas e capturamos um punhado dele, o suficiente para você fazer o meu anel e eu fazer o seu. Depois esperamos que a lua tome a forma de barco. Se você achar que é mais perto pegar o barco ali no horizonte, vai lá. Ou aguarda que ele se ponha sobre as nossas cabeças, dá um salto e o traz aqui para baixo. Então partiremos nele numa viagem que vai durar o tempo do tempo do tempo.
-...pois vamos logo apanhar o punhado de brilho, antes que a lua feche a janela. Lua é mulher. Mulher tem lua...

Viajei aqui. Lembrei da lenda sobre a morte do poeta Li Po. Pobre lua que tem fases involuntárias e reflexas, ganhou essa fama injusta de inconstante. Rs.
ResponderExcluirMas essa sua imagem é muito interessante. Lembra aquelas paisagem com frotagge do M. Ernst.
Abraço.
Obrigada pela visita sempre gentil, Marcantonio.
ResponderExcluirHoje amanheci em estado de lenda, e só poderia escrever algo assim.
Sobre a imagen: é da praia de Búzio-RN. Trabalhei-a no photoScap. O resultado foi totalmente imprevisto...
Um abraço.
E eu me lembrei da aventura subaquática do escritor Bruno Schulz, no livro VER:AMOR do Davi Grossman. Como você vê, os seus textos abrem as portas da fantasia de uma forma lindíssima.
ResponderExcluirBeijos
Ah, Maria Teresa, como eu estava precisando abrir uma janela para a fantasia... E que bom que você gostou...
ResponderExcluirNão conheço o livro que você mencionou. Fiquei curiosa! O título já é sedutor...
Obrigada! Beijos.