domingo, 30 de janeiro de 2011

amores

há amores que nunca começam de verdade, por isso mesmo nunca se acabam.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

dá sempre um branco

  
as cores de tudo... e ainda me visto de vermelho...

mas dá sempre um branco

quando vejo você.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Você, não sei.


...às vezes vem de ser assim, ela disse: reparto-me entre esse nada querer, essa ultrapassagem das coisas do mundo, incluindo as pessoas em relação privada, e uma vontade de encontrar algo ou alguém que me faça dizer "ah, divino, enfim!", e considerar tolas as coisas que tenho feito e não feito, dito e não dito. E aí você passa rente à porta dessa vontade, passa muitas vezes, e sei que não será divino, não pode ser, que o divino, afinal, é puramente íntimo de cada um, não se soma, não se divide, é tão particular como uma febre.  Mas você passa, passa, me olha por janelas virtuais como quem quer avisar de algo, talvez dizer "levarei uma muda de roupa, uma frase de Clarice e um vinho", e eu esqueço o divino.  Clarice angula. Vinho faz bem ao coração. Você, não sei. Mas a noite será menos longa, já é alguma coisa. Melhor se perdermos o senso.
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