-me deixa, filho, costurar essa camisa...
-não adianta, mãe..., é o coração que está rasgado.
-ah, esse rasgão..., eu vi... o coração doído saiu por ele, eu vi. Passou por mim, voando, e se desfez no ar... já nasceu outro, bem novinho. -...
-...
-...
-vou passar um café pra nós... e mais cuidado com as camisas... não são muito baratas...
-mãe, você tá chorando?...
-não, não... foi uma gripe de repente... gripe é assim... de repente.
-passe o café então... de repente...
-sim... de repente se passa um café...
e pensou: só a dor não passa de repente... mas passa...

Café de mãe acalenta a alma. Parabéns pelo blog. Adorei. Abraços.
ResponderExcluirTaí, as mães sempre estão prontas para costurar as camisas...
ResponderExcluirLindo texto!
Beijos
Obrigada, Adriana. Venha sempre.
ResponderExcluirAbraços.
Maria Teresa,
...pra costurar as camisas e até inventar novos corações para os filhos...
Beijos pra ti também.
Tão bonito isso de chorar a dor dos outros. As mãos são catedráticas nisso. Lindo texto, lindo!
ResponderExcluirMme. S., acho que você quis dizer "As mães"... Mas assim mesmo tá certo: mães são mãos de costurar rasgados de toda ordem: panos e corações e o que mais seja. Nem importam o tamanho e a idade dos filhos...
ResponderExcluirUm beijo.
O poeta é como o príncipe das nuvens. As suas asas de gigante não o deixam caminhar.
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