quarta-feira, 16 de março de 2011

quando o leitor dilata o texto

Especialmente para Mme. S., pelo seu comentário a Tudo deslira (postagem abaixo)

É bom quando uma leitura dilata o "mim" dos textos e estes como que deixam de ser "nossos" e vão, trasmigram a um "ti" que se entrega à entrega. 

Agoniados entre a vontade de fazer um poema e as coisas prosaicas do cotidiano, do lado de cá tornamo-nos mais livres, mais sãos, mais despregados do egoico. Porque algo foi oferecido e acolhido, bem acolhido. Como uma canção que sai de nossa boca e continua em outra. Isto une, faz encontrar, ainda que as pessoas pouco, nunca ou quase nunca se vejam. As estradas, as pontes, as ruas, as veredas, as horas são outras. 

Esse em que ressoa a palavra oferecida tem, por isso mesmo, o dom do metal, e em nada é menor do que aquele que oferece o seu canto.

Devia ser o destino dos escritos -expandir, pela abertura e recepção, o que em nós é humanidade ou busca de. 
Sem isso é a perda da graça.

16 comentários:

  1. Amiga, fique certa que seus escritos são mesmo bem acolhidos por todos que a admiram como escritora e ser humano.
    Continue sempre trilhando essa vereda da salvação que é a literatura.
    Abraço grande e parabéns pelo texto.

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  2. ... É porque sua escrita nos aproxima de tanta coisa. De algumas que estão fora e são espelho.
    De outras que às vezes nem cabem(só)em palavras. Se seu(s) leitore(s) dilatam seus textos é porque aqui eles encontram oxigênio: matéria prima de encantamentos.(Agora eu que estou aqui encolhida (e acolhida) pela sua generosidade). Um cheiro grande, S.

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  3. Suas palavras são um belo conforto, Paulo Jorge. Obrigada!

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  4. "Destino dos Escritos". Estava com saudade do blog, o tempo sumindo nos meus olhos/dedos. Vim voando de lata à cabeça. Abç

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  5. Querida Nivaldete, como sempre, o seu Lápis Virtual está bem "apontado". Belíssimos posts.
    Aproveito para informar que reabri o meu O Teorema da Feira (www.oteoremadafeira.blogspot.com)

    Abração.

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  6. Borges, gosto dos seus borgeios...
    Um abraço.

    Bom retorno, Lívio. E obrigada pela visita.
    Um abraço.

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  7. Não se lê nada assim por aí. Em certos textos lidos, a impressão é de que estou salvando palavras afogadas, apurando outras que flutuam na borra das ideias. Os textos seus se movimentam como trabalhadores na construção,projeto que ajuda a viver. Bjs amiga.

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  8. Belas coisas você diz, Borges... É assim: um texto provoca outro e a teia se estabelece...
    Obrigada. beijos.

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  9. NOVO OLHAR SOBRE A MATEMÁTICA,
    http://www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php/leia-tambem/124-edicao-93--abril/1189-novo-olhar-sobre-a-matematica

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  10. Os seus escritos são excelentes! A tempo que eu não passava por aqui estava com saudades.

    beijo.

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  11. Então venha mais, André..., embora eu esteja sem postar há algum tempo. Às vezes silenciar é preciso.
    Obrigada. Um abraço.

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  12. O silêncio já ficou muito elástico...
    Beijo carinhoso

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  13. Obrigada, Maria Teresa, pela carinhosa batida na porta... Daqui a pouco apareço de novo!
    Beijos.

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  14. Que noite de presentes sem valor viral e de tão profundas marcas de genesis autrora ditas vitualmente ou expandida pela tenaz força de Deus!
    Do Pará em Belém, nesta noite de lua cheia estou com a alma deslumbrada da tão pequinez que sou diante de belas palavras que alimentam o espiríto de paz!
    Seja Deus seu universo!
    Forte abraço!
    Célia Lessa

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  15. Comovente, Célia... Muito obrigada. Passe sempre aqui. Um abraço.

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