sábado, 4 de agosto de 2012

Por artes da insônia

Pois o sono não veio. Em boa hora não veio, embora passe das 3 da manhã. Um lanche, uma água, uma andança pelo terraço, uma espiada na lua, belo botão de luz na saia sem fim da noite...
É, passou o tempo em que me afligia quando tinha insônia. O sono não veio e pronto. Às vezes quem esperamos também não vem, e muito do que deveria vir não vem, ou vem de outra forma e nem percebemos.
Há muito, por exemplo, não escrevo aqui. Então, em vez de contar intermináveis carneirinhos -receita talvez universal para chamar o sono-, decidi escrever sobre isso mesmo: a experiência da insônia que estou tendo. Ficar olhando o teto é que não vou, nem me esconder de mim mesma, cobrindo a cabeça.
Há sempre algo de melhor a fazer, nessas horas.
Resolvi escrever -já disse, mas pareceu pouco, e fui buscar no youtube a apresentação de Ivan Lins no Jô Soares de ontem. Estou escutando, pela terceira vez, Atrás Poeira, agradável cantiga composta por Ivan em parceria com Vítor Martins. Rafael Altério, de imensos ombros, faz a segunda voz. Ficou bonito, ficou bonito, repito para mim mesma.

Não poderia haver melhor acalento para essa desvontade de dormir.
Mas ainda pareceu pouco: fui lá fora outra vez, olhei de novo a lua e, ao retornar, deixei a porta no trinco. Agrada também essa sensação de não medo, de quietude.
Logo veio a compreensão de que a rua é que precisava dormir, descansar, não eu.

E um galo canta não sei em que quintal. Que bom que ainda há galos cantando nas noites desta cidade, que assim se mostra mais amorosa, mais minha, quase minha, como se Nova Palmeira tivesse se mudado pra cá, para o bairro onde moro, mesmo que por uma noite.



Daqui a pouco verei o mundo azulado. É mais ou menos assim às 4 da manhã: já sonhei e já vi. Vou ver de novo.

Em boa hora o sono não veio...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O senhor pega?...

Vale a pena ser muito preciso na comunicação, dizer tudo de uma vez, sempre? Sim, a depender do caso. Se é com o médico que falamos, temos de ser precisos no relato dos sintomas, sob pena de um diagnóstico errado -se não houver necessidade de exames.
Mas em outros caos, vale a pena o inexato, pois ele pode gerar um equívoco benéfico por alguns instantes e a gente pode até se divertir!
Hoje cedo liguei para um consertador de cadeiras de escritório... Ele confirmou que poderia restaurar a minha estimada cadeira made in China (o gás acabou e o assento desce todo, quando quero dispor dela). Mas o endereço, ah, o endereço... Nem com GPS eu chegaria lá!

Perguntei com voz apreensiva:
-O senhor pega?...
-Não, pego não, de jeito nenhum, sou disso não, sou um profissional responsável! Pode confiar em mim!
-...  ...! ...?... Hã?..., então vou ter mesmo que levar a cadeira aí???...
-Ahhhhh, a cadeira????... Faço melhor: vou à sua casa, sou o único que faz isso.

E acertamos para amanhã.
Algo tolo, mas me fez rir muito -e continuo com vontade de rir mais...

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