domingo, 16 de junho de 2013

(im)perfeição

"Nada escapa à perfeição das coisas, é essa a história de tudo". C. Lispector, em Perto do Coração Selvagem.

Só com muita transcendência, só em outra dimensão, Clarice. Porque, no chão comum destes dias, aqui,  quase tudo escapa à perfeição. Não é perfeito, por exemplo, ver uma grande máquina mastigando uma casinha, com seus dentes gigantescos e polidos. A casinha era de duas mulheres pobres, mãe e filha. Elas estavam dentro, pediram que não, que não, não!... Mas a máquina era surda, e quem a manobrava era pobre também. E não era surdo, mas não ouviu. Disseram que não ouvisse.

Surreal. Mas é real...
A supercopa... É tudo por ela. Futebol virou o ácido colídrico dos espíritos?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

cheiro de montanha

logo após a entrada do supermercado, sempre vi/ouvi aquele músico tocando melodias andinas na sua flauta de pã.
hoje foi diferente. deu vontade: fui perto, parei, fiquei observando, sentindo.
 ele parecia fora dali, tamanha era a sua presença.
por uns segundos deixei-me levar pelas asas do condor que não existia e senti cheiro de montanha
e de pedra molhada.
A hora? Sei não. Anoitecia, mas dentro de mim eram 4 da manhã, a hora mais bonita do dia.
pequenos milagres dos dias ordinários. não é preciso muito.
até agora estou assim...
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